Dia da Saúde Universal 2025 chama por ações imediatas

Saúde Universal exige ações imediatas: custos elevados e pagamentos diretos continuam impedindo o acesso a serviços essenciais, sobretudo para pobres, idosos e moradores rurais. Entre 2000 e 2023 houve avanços em vacinação e atenção materno-infantil, mas o progresso foi desigual e a pandemia causou retrocessos, mantendo lacunas na proteção financeira. Para garantir acesso e reduzir gastos catastróficos são necessárias medidas como aumento do financiamento público, fortalecimento da atenção primária, regulação de preços de medicamentos e compras públicas coordenadas — ações que a OPAS promove para alinhar compromissos e monitorar resultados.

Saúde Universal é lembrada em 12 de dezembro para exigir que todas as pessoas tenham acesso a serviços de saúde sem enfrentar custos que as empobreçam. A campanha de 2025 destaca a necessidade de ações imediatas e concretas dos governos.

Por que os custos de saúde continuam inacessíveis

Os custos de saúde permanecem inacessíveis por uma combinação de fatores: financiamento público insuficiente, elevada dependência de pagamentos diretos no ponto de atendimento e cobertura limitada por seguros. Esses elementos aumentam a exposição das famílias a gastos catastróficos e desencorajam a procura por cuidados essenciais.

Problemas estruturais agravam a situação, como a concentração de serviços especializados em grandes centros urbanos, oferta frágil de atenção primária e preços elevados de medicamentos e tecnologias. A expansão do setor privado e práticas de cobrança informal também elevam o custo real do acesso à saúde.

O impacto recai de forma desigual, atingindo mais fortemente populações em situação de pobreza, idosos e moradores de áreas rurais, que frequentemente postergam ou abandonam tratamentos por barreiras financeiras. A ausência de proteção financeira eficaz resulta em piora do estado de saúde e aumento das desigualdades.

  • Financiamento: baixa alocação pública e dependência de pagamentos diretos.
  • Oferta: fragilidade da atenção primária e concentração de serviços.
  • Preços: custos elevados de medicamentos, exames e procedimentos.
  • Proteção: cobertura de seguro incompleta e lacunas nas redes de proteção social.

Progresso e dados globais: 2000–2023

Entre 2000 e 2023 observou-se avanço na cobertura de serviços essenciais, impulsionado por campanhas de vacinação, melhorias na atenção materno-infantil e expansão de programas de atenção primária em diversas regiões.

O progresso, porém, foi desigual: alguns países registraram ganhos consistentes, enquanto outros permaneceram com lacunas significativas de acesso. A pandemia de COVID-19 interrompeu serviços preventivos e de rotina, ocasionando retrocessos e atrasos na recuperação de indicadores de saúde.

A despeito da maior disponibilidade de intervenções, a proteção financeira continuou insuficiente em muitos contextos, com famílias ainda expostas a pagamentos diretos elevados. A transição epidemiológica para doenças crônicas e as disparidades entre áreas urbanas e rurais apontam para a necessidade de reforço da atenção primária e de políticas de financiamento público mais robustas.

  • Melhorias: ampliação da cobertura vacinal e redução de mortalidade infantil em várias regiões.
  • Impactos: interrupção de serviços durante crises e recuperação desigual após a pandemia.
  • Lacunas: proteção financeira limitada e aumento da carga de doenças crônicas.

Medidas urgentes: proteção financeira e evento da OPAS

Medidas urgentes para reduzir os custos de saúde incluem aumento do financiamento público, expansão da atenção primária e eliminação de pagamentos diretos no ponto de atendimento que geram exclusão. Políticas de proteção financeira devem priorizar pacotes de serviços essenciais cobertos por sistemas públicos e mecanismos de subsídio para famílias de baixa renda.

Redução dos preços de medicamentos e exames por meio de compras públicas coordenadas, regulação de preços e negociações com fabricantes são ações comprovadas. Paralelamente, é essencial fortalecer cadeias de suprimentos e ampliar a capacidade de serviços comunitários para evitar deslocamentos e custos adicionais aos usuários.

O evento da OPAS serve como plataforma para alinhar compromissos regionais, compartilhar práticas bem-sucedidas e mobilizar recursos técnicos e financeiros. Através de cooperação técnica e monitoramento conjunto, países podem definir metas claras e cronogramas para implementar proteção financeira.

  • Financiamento público: aumentar investimentos e priorizar atenção primária.
  • Proteção social: expandir cobertura de seguros e subsídios para grupos vulneráveis.
  • Regulação de preços: negociar preços de medicamentos e exames para reduzir despesas.
  • Governança: estabelecer metas, monitorar progresso e promover cooperação regional.

Perguntas frequentes sobre Saúde Universal

Por que os custos de saúde são inacessíveis para muitas pessoas?

Financiamento público insuficiente, dependência de pagamentos diretos, concentração de serviços e altos preços de medicamentos e exames.

O que é proteção financeira em saúde?

Políticas que eliminam pagamentos diretos, ampliam cobertura pública e oferecem subsídios ou seguros para evitar gastos catastróficos.

Quais medidas reduzem os custos para as famílias?

Aumentar investimentos públicos, fortalecer a atenção primária, regular preços de medicamentos e coordenar compras públicas.

Qual o papel do evento da OPAS mencionado?

Alinhar compromissos regionais, compartilhar práticas eficazes, mobilizar recursos e definir metas para implementar proteção financeira.

Fonte: BVSMS.saude.gov.br

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