Vacinação covid registra adesão abaixo de 40% das doses distribuídas em 2025, gerando desperdício por hesitação, falhas logísticas, problemas na cadeia de frio e planejamento impreciso; a baixa cobertura levou ao aumento de internações, ocupação de UTIs e mortes, além de maior número de casos pediátricos graves e síndromes pós‑infecção. Grupos prioritários — idosos, imunocomprometidos, profissionais de saúde, gestantes e crianças com indicação — mantêm necessidade de reforços, e especialistas recomendam campanhas segmentadas, facilitação do acesso (clínicas móveis e horários ampliados), capacitação de equipes, transparência dos estoques e monitoramento em tempo real para recuperar a confiança e reduzir perdas.
A vacinação covid enfrenta baixa cobertura em 2025, com menos de 4 em cada 10 doses utilizadas, e especialistas alertam para o aumento de casos graves e mortes. A matéria resume dados de vigilância e orientações para grupos prioritários.
Cobertura vacinal em 2025 e desperdício de doses distribuídas
Em 2025, menos de 40% das doses distribuídas de vacinas contra a covid foram efetivamente aplicadas, segundo dados de vigilância, resultando em elevado desperdício de imunizantes.
As principais causas identificadas incluem:
- Baixa adesão: queda na procura por reforços e hesitação vacinal em diferentes faixas etárias.
- Problemas logísticos: falhas na distribuição e envio excessivo para locais com baixa demanda.
- Cadeia de frio e validade: perdas por armazenamento inadequado e vencimento de lotes.
- Planejamento impreciso: estimativas incorretas de necessidade e falta de flexibilidade na alocação de estoques.
Medidas adotadas ou recomendadas para reduzir perdas incluem:
- Ajuste de remessas conforme a demanda local e realocação rápida entre unidades.
- Campanhas de mobilização e informação para aumentar a procura pelas doses.
- Reforço da logística e manutenção rigorosa da cadeia de frio.
- Implementação de monitoramento em tempo real do estoque e validade dos lotes.
Impacto na saúde: casos graves e mortes por covid em 2025
Em 2025 foi observado aumento de casos graves de covid, refletido pelo crescimento da demanda por internações e maior ocupação de Unidades de Terapia Intensiva.
- Internações e UTIs: maior procura por leitos críticos, com aumento de pacientes em ventilação mecânica.
- Óbitos: elevação nas mortes associadas à covid, concentradas entre pessoas sem esquema vacinal completo e com comorbidades.
- Crianças e adolescentes: registro de mais casos pediátricos graves, incluindo internações e suporte respiratório.
- Sequelas pós‑covid: incremento de síndromes pós‑agudas que pressionam consultas e reabilitação.
- Disparidades regionais: áreas com menor cobertura vacinal apresentaram piores indicadores de gravidade e mortalidade.
Fatores que contribuíram incluem baixa adesão às doses de reforço, circulação de variantes mais transmissíveis e atraso na atualização de campanhas vacinais. Em resposta, autoridades ampliaram leitos, intensificaram campanhas direcionadas a grupos de risco e reforçaram a testagem e a vigilância epidemiológica para detectar surtos e orientar ações.
Calendário e grupos prioritários que devem manter imunização
O calendário vacinal vigente indica manutenção do esquema inicial e a administração de doses de reforço para grupos com maior risco de complicações; a aplicação e os intervalos devem seguir as normas do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais.
- Idosos (60 anos ou mais): prioridade para reforços periódicos devido ao risco aumentado de complicações e hospitalização.
- Pessoas imunocomprometidas: indicação de doses adicionais e acompanhamento clínico para ajuste de intervalos e imunização.
- Profissionais de saúde: vacinação contínua e reforços para proteger trabalhadores e manter a segurança nos serviços de saúde.
- Gestantes e puérperas: manutenção da imunização conforme orientação obstétrica e calendário oficial, com atenção ao acompanhamento pré-natal.
- Crianças e adolescentes com indicação: seguir esquema primário e reforços específicos para cada faixa etária, quando recomendados pelas autoridades sanitárias.
- Pessoas com comorbidades: priorização para reforços conforme risco individual e orientação médica.
Para adesão correta, consulte o calendário local, leve a carteira de vacinação atualizada e utilize canais oficiais de agendamento e informação nas secretarias de saúde.
Riscos para crianças e evidências sobre gravidade e complicações
Embora a maioria das crianças tenha curso leve da covid, em 2025 houve aumento de casos pediátricos graves, com internações e necessidade de suporte respiratório em parcela dos casos.
- Internações pediátricas: maior demanda por leitos pediátricos e cuidados intensivos em crianças com sintomas respiratórios severos.
- Síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C): ocorrência de quadros inflamatórios pós‑infeção, com febre persistente, comprometimento cardíaco e hospitalização.
- Complicações respiratórias: necessidade de oxigenoterapia e, em casos graves, ventilação mecânica.
- Sequelas pós‑covid em crianças: relatos de fadiga prolongada, dores musculares, dificuldades respiratórias e impacto no retorno às atividades escolares.
- Fatores de risco: comorbidades (asma grave, obesidade, imunodepressão) e ausência de esquema vacinal completo aumentam a probabilidade de agravo.
- Vacinação infantil: evidências mostram redução da gravidade e das hospitalizações entre crianças vacinadas, conforme dados de vigilância.
Monitoramento clínico e acesso rápido a atendimento são essenciais para identificar complicações e orientar condutas médicas.
Recomendações de especialistas e medidas para aumentar adesão
Especialistas sugerem combinação de estratégias para aumentar a adesão à vacinação, priorizando acesso, comunicação eficaz e confiança nas autoridades de saúde.
- Campanhas segmentadas: mensagens dirigidas a públicos específicos (idosos, pais, comunidades com baixa cobertura), usando linguagem clara e canais locais.
- Facilitar o acesso: ampliação de horários, clínicas móveis, postos em escolas e locais de trabalho, e agendamento simplificado por telefone e internet.
- Capacitação de profissionais: treinar equipes de saúde para esclarecer dúvidas, lidar com hesitação vacinal e registrar corretamente as aplicações.
- Transparência e dados em tempo real: disponibilizar informações sobre estoques, eficácia e segurança das vacinas, além de monitoramento público da cobertura.
- Parcerias comunitárias: envolver lideranças locais, escolas e ONGs para promover confiança e mobilização comunitária.
- Incentivos e lembranças: uso de lembretes via SMS, campanhas de recall e, quando apropriado, incentivos não monetários para estimular a ida aos postos.
Integração entre níveis de governo e avaliação contínua das ações permitem ajuste rápido das estratégias conforme a resposta da população.
FAQ sobre vacinação contra covid em 2025
Por que houve desperdício de doses em 2025?
Menos de 40% das doses foram aplicadas devido à baixa adesão, falhas logísticas, problemas na cadeia de frio e planejamento impreciso.
Quem deve manter a imunização e receber reforços?
Idosos (60+), pessoas imunocomprometidas, profissionais de saúde, gestantes, crianças com indicação e pessoas com comorbidades.
Quais são os principais riscos para crianças?
A maioria apresenta curso leve, mas houve aumento de internações pediátricas, casos de MIS‑C, necessidade de suporte respiratório e sequelas pós‑covid.
Quais medidas aumentam a adesão à vacinação?
Campanhas segmentadas, facilitação de acesso (horários ampliados e clínicas móveis), capacitação de profissionais, transparência de dados e lembretes aos usuários.
Fonte: AgenciaBrasil.ebc.com.br
