Compromisso com a Epilepsia: conscientização e apoio

A campanha Compromisso com a Epilepsia reforça a necessidade de reduzir o estigma, promover diagnóstico precoce e garantir acesso contínuo a tratamentos; a epilepsia envolve crises de diferentes tipos (generalizadas, focais) com causas genéticas, estruturais, infecciosas ou metabólicas e é investigada por história clínica, EEG e neuroimagem. O manejo privilegia medicamentos antiepilépticos, com opções como cirurgia, dieta cetogênica e neuromodulação para casos refratários, e requer acompanhamento regular e adesão. Políticas públicas devem assegurar disponibilidade de fármacos, capacitação profissional e protocolos em escolas e serviços; em uma crise, proteja a pessoa, cronometre a duração e acione emergência se ultrapassar 5 minutos.

A Epilepsia é lembrada no Dia Internacional, celebrado na segunda segunda-feira de fevereiro; a campanha 2026 convoca um Compromisso com a Epilepsia para ampliar conscientização, inclusão e avanços em políticas de saúde.

Tema 2026: Compromisso com a Epilepsia

O tema Compromisso com a Epilepsia para 2026 destaca a necessidade de ações coordenadas para reduzir o estigma, ampliar o diagnóstico precoce e garantir acesso contínuo a tratamentos eficazes. A campanha incentiva instituições de saúde, escolas e gestores públicos a priorizarem programas de atenção integral e políticas que assegurem a disponibilidade de medicamentos e serviços especializados.

Entre as iniciativas previstas estão capacitação de profissionais de saúde, materiais educativos para a comunidade, campanhas de informação pública e fortalecimento de redes de apoio para pessoas com epilepsia e suas famílias. Essas ações visam melhorar a qualidade de vida, promover inclusão social e prevenir acidentes relacionados a crises.

Medidas práticas incluem identificação de lacunas no acesso ao tratamento, monitoramento de indicadores de saúde, integração da atenção básica com serviços especializados e estímulo à pesquisa sobre novas terapias. A participação ativa da sociedade civil, organizações de pacientes e entes governamentais é fundamental para transformar o compromisso em resultados concretos.

  • Conscientização: campanhas públicas e educação em escolas para reduzir preconceitos.
  • Acesso aos cuidados: garantir medicamentos, diagnóstico e acompanhamento contínuo.
  • Capacitação: treinamentos para profissionais de saúde e primeiros socorros em crises epilépticas.
  • Políticas públicas: inclusão da epilepsia em planos de saúde e programas sociais.

O que é epilepsia: tipos, causas e sintomas

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por crises recorrentes causadas por descargas elétricas anormais no cérebro; nem toda crise isolada configura epilepsia, sendo necessário avaliação clínica e exames.

Quanto aos tipos, destacam-se: crises generalizadas (afetando ambos os hemisférios), crises focais (iniciam-se em uma região específica do cérebro) e crises de etiologia desconhecida. Crises focais podem ocorrer com consciência preservada ou com consciência prejudicada.

As principais causas incluem fatores genéticos, alterações estruturais (lesões, tumores, malformações), processos infecciosos (como neurocisticercose), distúrbios metabólicos, condições autoimunes e causas idiopáticas quando não há identificação clara.

Os sintomas variam conforme o tipo de crise: crises tônico-clônicas com perda de consciência e movimentos rítmicos; ausências com breves apagões atencionais; auras sensoriais ou autonômicas; movimentos automáticos e alterações comportamentais. Períodos de confusão ou sonolência (pós-ictal) são comuns após certas crises.

O diagnóstico é baseado em história clínica detalhada, eletroencefalograma (EEG) e exames de neuroimagem (TC ou RM) para definir o tipo de crise e investigar causas tratáveis.

Tratamento, acompanhamento e acesso aos medicamentos

O manejo da epilepsia inclui opções farmacológicas e não farmacológicas, com objetivo de controlar crises, minimizar efeitos adversos e preservar qualidade de vida. Os medicamentos anti‑convulsivantes (anti‑epilépticos) são a primeira linha e devem ser escolhidos conforme o tipo de crise, com monitoramento de eficácia e efeitos colaterais.

Quando as crises são refratárias ao tratamento medicamentoso, alternativas incluem cirurgia de epilepsia para casos com foco bem delimitado, dieta cetogênica em populações selecionadas, e terapias de neuromodulação como VNS (estimulação vagal) ou estimulação do núcleo anterior do tálamo.

O acompanhamento regular envolve consultas, ajuste posológico, exames laboratoriais em medicamentos que requerem monitorização e avaliação com eletroencefalograma e imagem se necessário. A adesão ao tratamento é crucial; orientações claras sobre horários, interações e sinais de alerta reduzem falhas terapêuticas.

O acesso aos medicamentos é um desafio em muitos contextos: políticas públicas devem assegurar disponibilidade contínua no sistema público, inclusão nas listas essenciais e oferta de alternativas genéricas seguras. Estratégias incluem compras centralizadas, monitoramento de estoque e programas de distribuição para populações vulneráveis.

  • Escolha terapêutica: baseada em tipo de crise, com monoterapia preferida quando possível.
  • Monitoramento: acompanhamento clínico, exames e avaliação de efeitos adversos.
  • Alternativas: cirurgia, dieta cetogênica e neuromodulação para casos refratários.
  • Acesso e políticas: inclusão em protocolos, listas de medicamentos essenciais e ações para evitar desabastecimento.
  • Educação: orientar pacientes e cuidadores sobre adesão, interação medicamentosa e manejo durante crises.

Como agir durante uma crise e defesa por políticas públicas

Em caso de crise convulsiva tônico‑clônica, mantenha a calma e priorize a segurança: afaste objetos cortantes, coloque algo macio sob a cabeça e cronometre a duração da crise. Não segure a pessoa nem coloque objetos ou os dedos na boca; evite administrar alimentos ou líquidos durante a crise. Se possível, coloque a pessoa de lado na posição de recuperação quando os movimentos cessarem para preservar vias aéreas e monitorar respiração.

Chame serviço de emergência se a crise durar mais de 5 minutos, houver crises consecutivas sem recuperação entre elas, ocorrer lesão significativa, a pessoa estiver grávida, com diabetes ou dificuldade respiratória. Após a crise, ofereça apoio, explique o que ocorreu e oriente acompanhamento médico; registre duração e características para ajudar no diagnóstico.

Crises de ausência ou focalizadas geralmente não exigem intervenção de emergência, mas requerem avaliação neurológica para diagnóstico e ajuste terapêutico. Educar familiares, colegas de trabalho e professores sobre sinais e medidas básicas reduz riscos e estigma.

No âmbito das políticas públicas, defende‑se a implementação de protocolos de atendimento em escolas, transportes e serviços de saúde, capacitação contínua de profissionais e campanhas educativas para a comunidade. É essencial garantir disponibilidade regular de medicamentos essenciais, inclusão da epilepsia em programas de saúde pública, monitoramento de desabastecimento e apoio a pesquisas e redes de apoio a pacientes.

  • Imediato: proteger, cronometrar, posicionar em recuperação, acionar emergência quando necessário.
  • Orientação pós‑crise: avaliar necessidade de atendimento, registrar evento e oferecer suporte emocional.
  • Prevenção institucional: treinamentos em primeiros socorros para crises, planos de contingência em escolas e locais de trabalho.
  • Política: garantir acesso a medicamentos, protocolos clínicos, financiamento para serviços especializados e inclusão da voz de pessoas com epilepsia nas decisões públicas.

Perguntas Frequentes sobre Epilepsia

O que é epilepsia?

Condição neurológica com crises recorrentes por descargas elétricas anormais no cérebro; requer avaliação clínica e exames para diagnóstico.

O que fazer durante uma crise tônico‑clônica?

Proteger a pessoa, afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça, cronometrar a crise e posicioná‑la de lado na recuperação; não colocar objetos na boca.

Quando acionar serviços de emergência?

Se a crise durar mais de 5 minutos, houver crises consecutivas sem recuperação, ocorrer lesão grave, ou houver gravidez, diabetes ou dificuldade respiratória.

Quais são as principais opções de tratamento?

Medicamentos antiepilépticos são a primeira linha; para casos refratários há cirurgia, dieta cetogênica e neuromodulação, sempre com acompanhamento clínico.

Fonte: BVSMS.saude.gov.br

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