Inovação Saúde: reuniões e iniciativas destacam que a integração entre instituições, apoiada por interoperabilidade (HL7, FHIR), governança de dados e redes colaborativas, reduz duplicidade de exames e melhora a continuidade do cuidado. A capacitação multidisciplinar e a validação clínica são essenciais para a adoção responsável de IA, com protocolos-piloto, monitoramento de desempenho e governança ética. Modelos eficazes combinam infraestrutura compartilhada, compras conjuntas e indicadores comuns para medir impacto em qualidade, tempos de espera e eficiência operacional.
O encontro promovido pela Inovação Saúde pela AMRIGS no Instituto Caldeira reúne, de forma híbrida, lideranças médicas, gestores e especialistas para discutir integração hospitalar, aplicações práticas de tecnologia e caminhos para qualificar a jornada do paciente.
Integração entre instituições e compartilhamento de soluções
Integração entre instituições envolve a criação de fluxos clínicos e administrativos que garantem continuidade do cuidado, evitando duplicidade de exames e reduzindo tempo de internação. O compartilhamento de prontuários, agendas e laudos por padrões de interoperabilidade permite que equipes multiprofissionais acessem dados essenciais no momento certo.
Medidas práticas incluem:
- Interoperabilidade: adoção de padrões como HL7 e FHIR para troca segura de dados entre sistemas hospitalares, laboratórios e atenção primária.
- Protocolos comuns: alinhamento de rotinas clínicas, critérios de referência e contrarreferência para harmonizar o percurso do paciente.
- Governança de dados: políticas claras sobre consentimento, segurança e uso secundário de informações para pesquisa e gestão.
- Redes colaborativas: consórcios e comitês entre instituições para compartilhar boas práticas, treinamentos e resultados clínicos.
- Compras e infraestrutura conjunta: negociações coletivas e plataformas tecnológicas unificadas para reduzir custos e acelerar implantação de soluções.
- Medição de resultados: indicadores compartilhados para avaliar impacto na qualidade do cuidado, tempos de espera e eficiência operacional.
Capacitação profissional, IA na saúde e adoção responsável
Capacitação profissional deve incluir programas contínuos que combinam formação clínica e tecnológica, com treinamentos práticos em simuladores, workshops e módulos online para atualização de habilidades digitais.
- Treinamento multidisciplinar: cursos conjuntos para médicos, enfermeiros, TI e gestores, promovendo linguagem comum e responsabilidades claras no uso de ferramentas de IA.
- Validação clínica: protocolos de avaliação que confirmem performance, segurança e viés reduzido antes da implantação em rotina assistencial.
- Governança e ética: diretrizes sobre privacidade, consentimento, explicabilidade dos algoritmos e critérios para responsabilidade profissional.
- Adoção responsável: projetos-piloto controlados, monitoramento contínuo de resultados e planos de mitigação para erros e eventos adversos.
- Qualidade dos dados: capacitação sobre coleta, rotulagem e curadoria de dados para garantir modelos robustos e generalizáveis.
- Métricas e feedback: indicadores de desempenho clínico e operacional, com ciclos de melhoria baseados em resultados e relato de usuários.
- Cultura organizacional: programas de gestão da mudança que incentivem experimentação segura, acolham dúvidas e promovam líderes-sponsor para a transformação.
Perguntas Frequentes — Integração e Inovação em Saúde
Quais padrões facilitam a integração entre sistemas de saúde?
Padrões como HL7 e FHIR permitem troca estruturada e segura de prontuários, laudos e agendas entre instituições.
Como garantir privacidade e governança dos dados compartilhados?
Estabelecendo políticas de consentimento, controles de acesso, criptografia e comitês de governança para uso e auditoria dos dados.
O que é necessário para adoção responsável de IA na prática clínica?
Validar clinicamente os modelos, conduzir projetos-piloto, monitorar desempenho e implantar protocolos de mitigação de riscos.
Quais indicadores devem ser usados para avaliar iniciativas integradas?
Indicadores de tempo de internação, duplicidade de exames, tempos de espera, adesão a protocolos e resultados clínicos e operacionais.
Fonte: SetorSaude.com.br
