Mpox no Brasil registra 140 casos confirmados em 2026 e 539 suspeitos em investigação, com maior concentração em São Paulo e ocorrências também no Rio de Janeiro e Rondônia; a doença costuma iniciar com febre, mal-estar e aumento dos gânglios, seguida por lesões cutâneas que progridem de máculas a crostas, e é transmitida por contato direto com lesões ou fluidos, objetos contaminados, gotículas em contato prolongado e durante relações íntimas; autoridades recomendam procurar unidade de saúde para avaliação e teste, isolar-se, evitar compartilhamento de roupas e itens pessoais, e colaborar com o rastreamento de contatos para limitar a disseminação.
O número de casos confirmados de Mpox no Brasil subiu para 140 desde o início de 2026, segundo o Ministério da Saúde. A maior concentração está em São Paulo, e não foram registradas mortes no período.
Casos confirmados e evolução mensal
Até o momento foram confirmados 140 casos de mpox no Brasil desde o início de 2026, segundo boletins divulgados pelo Ministério da Saúde.
A evolução mensal revela variações por semana e por unidade federativa, com maior concentração em Estados mais afetados, indicando surtos localizados que exigem acompanhamento contínuo.
As confirmações são baseadas em testes laboratoriais e critérios clínicos, e o monitoramento temporal permite identificar tendências, focos de transmissão e direcionar ações de vigilância.
Dados por período e comparativos mensais são utilizados para avaliar a progressão da doença e ajustar estratégias de investigação e resposta.
Distribuição por estados: SP, RJ e Rondônia
Em São Paulo estão concentrados a maior parte dos 140 casos confirmados de mpox no país, com surtos localizados em áreas metropolitanas que demandam vigilância intensificada.
Rio de Janeiro e Rondônia também registraram casos confirmados, representando focos importantes para investigação epidemiológica e acompanhamento de contatos.
As diferenças na distribuição refletem variáveis como densidade populacional, mobilidade e capacidade de testagem regional, tornando a análise por unidade federativa essencial para direcionar ações de saúde.
- São Paulo: maior número de confirmações e unidades de saúde notificando casos.
- Rio de Janeiro: casos concentrados em centros urbanos, com necessidade de rastreamento local.
- Rondônia: surtos pontuais que exigem reforço na investigação e comunicação de risco.
Total de suspeitos e casos prováveis
Há atualmente 539 casos suspeitos de mpox em investigação no Brasil, além de registros classificados como casos prováveis com critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis.
Casos suspeitos passam por coleta de amostras e testagem laboratorial; já os casos prováveis são identificados quando há quadro clínico característico e vínculo epidemiológico, mesmo antes do resultado laboratorial.
- Suspeito: pessoa com sintomas compatíveis e notificação em unidade de saúde.
- Provável: quadro clínico e contato epidemiológico que reforçam a suspeita.
- Próximos passos: isolamento, rastreamento de contatos e envio de amostras para confirmação.
O acompanhamento dessas categorias permite priorizar testes, monitorar a disseminação e orientar medidas de prevenção e controle próximas às áreas afetadas.
O que é Mpox: sintomas e transmissão
Mpox é uma infecção viral caracterizada por quadro febril seguido de erupção cutânea; o vírus pertence à família Poxviridae e exige vigilância por seu potencial de transmissão entre pessoas.
Os sintomas iniciais frequentemente incluem febre, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular e aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia), seguidos pelo surgimento de lesões na pele que evoluem de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas.
- Sintomas comuns: febre, cefaleia, mialgia, linfadenopatia e erupção cutânea com lesões típicas.
- Progressão das lesões: mudanças de aparência ao longo de dias, podendo causar dor e desconforto local.
- Período de incubação: geralmente varia entre 5 e 21 dias, antes do aparecimento dos sinais clínicos.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou material contaminado (roupas, roupas de cama); também pode ocorrer por gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado, e por contato íntimo durante atividades sexuais.
Médicos e serviços de saúde costumam orientar isolamento do caso suspeito, uso de equipamento de proteção e rastreamento de contatos para reduzir a circulação do vírus.
Orientações para quem apresentar sintomas
Se apresentar sinais compatíveis com mpox — como febre, mal-estar e lesões na pele — procure atendimento em uma unidade de saúde e informe claramente seus sintomas.
Enquanto aguarda atendimento, isole-se em casa, evite contato físico com outras pessoas e não compartilhe roupas, toalhas ou roupas de cama.
- Transporte: avise a unidade de saúde antes de sair; prefira transporte individual ou aguarde atendimento domiciliar quando orientado.
- Na consulta: use máscara, informe histórico de contato e siga as instruções para coleta de amostras e notificação.
- Cuidados domiciliares: mantenha as lesões cobertas, higienize superfícies frequentemente tocadas e lave roupas separadamente.
- Rastreamento: forneça relação de contatos recentes para que sejam identificados e monitorados pelas equipes de vigilância.
Busque atendimento de urgência se houver dificuldade respiratória, dor intensa, sinais de infecção secundária ou piora rápida do quadro.
FAQ sobre Mpox
O que é Mpox?
É uma infecção viral da família Poxviridae, caracterizada por febre seguida de erupção cutânea e lesões progressivas.
Quais são os sintomas mais comuns?
Febre, cefaleia, dor muscular, linfadenopatia e erupção cutânea que evolui de máculas a pústulas e crostas.
Como ocorre a transmissão?
Por contato direto com lesões ou fluidos, objetos contaminados (roupas/roupa de cama), gotículas em contato próximo e durante relações íntimas.
O que devo fazer se tiver sintomas?
Procure uma unidade de saúde, isole-se, evite contato e compartilhamento de itens, informe contatos e siga orientações para testagem e cuidados.
Fonte: AgenciaBrasil.ebc.com.br
