A Mamografia é o principal exame de rastreamento para detecção precoce do câncer de mama, indicada rotineiramente a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos, com avaliação individualizada entre 40 e 49 anos e adaptações para pessoas trans e não binárias. Qualquer nódulo, secreção sanguinolenta, retração ou alteração focal exige investigação imediata com mamografia diagnóstica e ultrassom; se houver suspeita, a confirmação é feita por biópsia percutânea (core ou vácuo) e exame histopatológico com imuno-histoquímica. O acesso aos exames pode ser buscado pela unidade básica de saúde do SUS, que deve agilizar encaminhamentos, e campanhas de saúde reforçam a importância do rastreamento e do diagnóstico precoce para melhores desfechos.
A Mamografia é a principal ferramenta de rastreamento para detecção precoce do câncer de mama; o Ministério da Saúde recomenda exame bienal para mulheres entre 50 e 74 anos, incluindo homens trans e pessoas não-binárias designadas do sexo feminino ao nascer.
Quem deve fazer mamografia e as recomendações do Ministério da Saúde
- Mamografia: exame de rastreamento primário para detecção precoce do câncer de mama.
- População-alvo: mulheres de 50 a 74 anos devem realizar mamografia de rotina a cada dois anos, segundo as recomendações do Ministério da Saúde.
- Mulheres de 40 a 49 anos: avaliação individualizada; a realização do exame deve considerar histórico pessoal, fatores de risco e avaliação clínica.
- Pessoas trans e não binárias designadas do sexo feminino ao nascer: devem seguir as mesmas diretrizes de rastreamento de quem permanece em faixa etária indicada, com atendimento acolhedor e sem discriminação.
- Pessoas com alto risco: histórico familiar forte ou alterações genéticas requerem acompanhamento especializado; o início e a frequência do rastreamento são definidos por equipe médica.
- Quando fazer mamografia fora do rastreamento: qualquer nódulo, dor persistente, secreção mamilar ou alteração no exame clínico exige investigação imediata, com mamografia diagnóstica e, se necessário, ultrassom ou biópsia.
- Acesso pelo SUS: agende na unidade básica de saúde para encaminhamento aos serviços de imagem; o Ministério da Saúde prioriza cobertura e organização de fluxo para detecção precoce.
- Orientações práticas: leve exames anteriores quando houver, informe próteses mamárias ou cirurgias prévias, e agende preferencialmente fora do período menstrual para maior conforto.
Sinais e sintomas de alerta, confirmação por biópsia e evento sobre diagnóstico
- Sinais de alerta: nódulo novo e palpável, alteração no contorno da mama, enrugamento ou retração da pele, observação de secreção mamilar sanguinolenta, vermelhidão ou dor focal persistente.
- Avaliação inicial: qualquer sinal exige exame clínico detalhado e exames de imagem — mamografia diagnóstica e ultrassom mamário para caracterizar a lesão.
- Confirmação por biópsia: quando a imagem sugere suspeita, realiza-se biópsia percutânea guiada por imagem (agulha tipo core ou vácuo) para obter material para anatomia patológica e imuno-histoquímica.
- Tipos de biópsia: biópsia por agulha grossa (core needle), biópsia por vácuo e biópsia cirúrgica; procedimentos geralmente realizados com anestesia local e baixo risco, conforme indicação clínica.
- Interpretação dos resultados: o laudo histopatológico confirma se a lesão é benigna ou maligna; exames complementares de imuno-histoquímica (receptores hormonais e HER2) orientam condutas terapêuticas.
- Fluxo de atendimento no SUS: a unidade básica deve agilizar encaminhamento para imagem e, quando indicado, para biópsia e serviço especializado, garantindo acolhimento e continuidade do cuidado.
- Eventos e ações de diagnóstico: campanhas e encontros técnicos disseminam orientações sobre sinais de alerta, caminhos para confirmação diagnóstica e a importância do diagnóstico precoce para melhores desfechos.
Perguntas frequentes sobre mamografia
Quem deve realizar mamografia de rotina?
Mulheres de 50 a 74 anos fazem exame bienal; 40–49 anos avaliado individualmente; pessoas trans e não binárias designadas do sexo feminino seguem as mesmas diretrizes; alto risco segue plano individualizado.
Quais sinais exigem investigação imediata?
Nódulo novo palpável, secreção sanguinolenta, retração ou alteração da pele, dor focal persistente; nesses casos, realizar mamografia diagnóstica e ultrassom.
Como é confirmada a suspeita de câncer de mama?
Por biópsia percutânea guiada por imagem (core ou vácuo) com exame histopatológico e imuno-histoquímica para orientar o tratamento.
Como acessar o exame pelo SUS e quais orientações práticas?
Agende na unidade básica de saúde para encaminhamento; leve exames anteriores, informe próteses ou cirurgias e prefira marcar fora do período menstrual para mais conforto.
Fonte: BVSMS.saude.gov.br
