Exames de imagem em pacientes acima de 50 anos batem recorde em 2025

Recorde de Exames de Imagem em 2025: O Impacto do Envelhecimento no Diagnóstico no Brasil

O cenário da saúde brasileira atingiu um marco histórico em 2025. Pela primeira vez, o volume de exames de imagem realizados em pessoas acima de 50 anos superou todas as séries históricas anteriores. Esse fenômeno não é apenas um dado estatístico; é o reflexo direto de uma transição demográfica acelerada e de uma mudança profunda na forma como o país lida com a prevenção e o diagnóstico.

Panorama 2025: O Recorde e o Envelhecimento Populacional

O Brasil caminha para um futuro onde, já em 2030, haverá mais idosos do que crianças. Essa mudança de eixo já se manifesta na demanda por serviços de saúde. Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) revelam que o pico de atendimentos se concentra na faixa entre 60 e 62 anos.

  • O marco de 2025: Entre janeiro e novembro, foram realizados mais de 2,32 milhões de exames em pacientes 50+.

  • Crescimento acelerado: Em comparação a 2018, quando o volume era de 1,3 milhão, o salto evidencia uma procura cada vez maior por tecnologias diagnósticas.


Quais exames estão no topo da lista?

O aumento da demanda não é uniforme e reflete as principais preocupações clínicas desta fase da vida. Os procedimentos mais frequentes dividem-se em dois grandes pilares:

  1. Rastreio e Rotina: O Raio-X de tórax e a mamografia continuam liderando, fundamentais para a detecção precoce de câncer e monitoramento cardiovascular/respiratório.

  2. Alta Complexidade: A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética ganham espaço no diagnóstico neurológico, oncológico e musculoesquelético.

  3. Saúde Óssea e Abdominal: A ultrassonografia (pelve, tireoide, abdome) e a densitometria óssea (essencial no combate à osteoporose) completam o quadro de alta procura.


O Papel do SUS e o Desafio da Desigualdade de Acesso

Embora a tecnologia esteja mais disponível, o acesso no Brasil ainda é marcado por contrastes. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o grande motor da saúde pública, sendo responsável por 6 em cada 10 exames de imagem realizados no país.

No entanto, a disparidade é evidente:

  • Beneficiários de planos de saúde realizam, em média, o dobro de exames em comparação aos usuários do SUS.

  • Existe uma forte concentração de equipamentos de alta complexidade (como Ressonância e Tomografia) nos grandes centros urbanos e na região Sudeste.

  • Para o idoso dependente do sistema público, o diagnóstico precoce muitas vezes esbarra na regulação de vagas e em filas para exames considerados “eletivos”.


Tecnologia, Telemedicina e IA: Aliadas da Longevidade

A digitalização está transformando a jornada do paciente idoso. A inovação não está apenas nos aparelhos, mas na forma como o dado é processado:

  • Telemedicina e Teleradiologia: Permitem que um exame feito no interior seja laudado por um especialista na capital, reduzindo drasticamente o tempo de espera.

  • Inteligência Artificial (IA): Ferramentas de IA já auxiliam na detecção de lesões mínimas e na triagem de casos urgentes, garantindo que pacientes críticos passem à frente na fila de análise.

  • O risco da “Exclusão Digital”: Enquanto grandes redes privadas avançam rápido, pequenos prestadores e o setor público enfrentam o desafio de atualizar sua infraestrutura para não ampliar o abismo tecnológico.


Wearables: Promessas para o Monitoramento Contínuo

Dispositivos vestíveis, como relógios e sensores inteligentes, começam a aparecer como ferramentas de suporte. Eles monitoram frequência cardíaca, sono e glicemia, podendo sinalizar a necessidade de um exame de imagem preventivo.

Contudo, para a população 50+, ainda existem barreiras:

  • Custo elevado desses dispositivos.

  • Necessidade de maior letramento digital para o uso correto.

  • Importância de um design centrado no idoso, tornando a tecnologia amigável e funcional.


Conclusão: Um Olhar Estratégico para o Futuro

O recorde de exames de imagem em 2025 é um sinal positivo de maior consciência preventiva, mas também um alerta para os gestores públicos e privados. O desafio para os próximos anos será equilibrar:

  1. Acesso Oportuno: Garantir que o exame certo chegue ao paciente no momento certo.

  2. Sustentabilidade: Evitar o uso excessivo de exames desnecessários que sobrecarregam o sistema financeiro.

  3. Equidade: Reduzir as filas no SUS e a desigualdade regional na distribuição de tecnologia.

O diagnóstico por imagem não é apenas um serviço técnico; é o alicerce para um envelhecimento saudável e para a eficiência de qualquer política de saúde moderna no Brasil.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que o número de exames de imagem bateu recorde em 2025? O recorde deve-se principalmente ao envelhecimento acelerado da população brasileira, a uma maior conscientização sobre a importância da medicina preventiva e à maior disponibilidade de tecnologias diagnósticas tanto no setor público (SUS) quanto no privado.

2. Quais são os exames de imagem mais realizados por pessoas acima de 50 anos? Os exames mais frequentes incluem o Raio-X de tórax, a mamografia, a ultrassonografia (abdominal, pélvica e de tireoide) e a densitometria óssea. Exames de alta complexidade, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, também apresentam crescimento constante para diagnósticos oncológicos e neurológicos.

3. Qual o papel do SUS no diagnóstico por imagem no Brasil? O SUS é responsável por aproximadamente 60% de todos os exames de imagem realizados no país. Ele é o principal pilar de acesso para a maioria da população, embora ainda enfrente desafios de desigualdade regional e tempo de espera em comparação ao setor privado.

4. Como a Inteligência Artificial (IA) ajuda no diagnóstico de idosos? A IA atua na detecção precoce de lesões que poderiam passar despercebidas ao olho humano e ajuda a priorizar casos graves na fila de laudos. Isso agiliza o início do tratamento, o que é crítico para o sucesso clínico em pacientes idosos.

5. Dispositivos “wearables” (como smartwatches) substituem os exames de imagem? Não. Embora relógios e sensores inteligentes ajudem no monitoramento contínuo (frequência cardíaca, sono, pressão), eles servem apenas como alerta. Eles podem indicar que algo está errado, mas o diagnóstico definitivo ainda depende de exames clínicos e de imagem realizados por profissionais.

6. Existe diferença de acesso a exames entre as regiões do Brasil? Sim. Há uma forte concentração de tecnologias de ponta e especialistas em grandes centros urbanos, especialmente na região Sudeste. Isso pode dificultar o diagnóstico precoce para idosos que residem em cidades menores ou em regiões com menor infraestrutura de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

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